Obras
Publicada em 06/04/2016 - 10h41
São Paulo receberá o primeiro empreendimento residencial com mata atlântica na fachada
Concebido pela incorporadora Gamaro e assinado pelo botânico Ricardo Cardim, o projeto batizado de Seed oferecerá para cada unidade até 4,8 m² de jardim composto por bioma nativo
Divulgação / Gamaro

A preocupação com temas como qualidade de vida e meio ambiente se tornou um movimento crescente nos últimos anos e inspirou projetos ao redor do mundo a se empenharem no resgate do verde em meio ao cinza das grandes construções.

Se olharmos com atenção para o mercado de construção sustentável, ainda é possível notar que a integração entre natureza e cidade está restrita, majoritariamente, aos empreendimentos comerciais. No entanto, esta tendência parece estar, finalmente, ganhando o nicho de empreendimentos residenciais.

Em Paris, os mais influentes arquitetos apresentaram recentemente projetos que refletem a cidade ideal em 2050. O objetivo deste chamamento público para tornar os prédios já existentes e os que virão em opções mais verdes e bonitas é tornar Paris uma cidade mais urbana e natural. Já em Milão, vemos um projeto concreto que confirma a necessidade e o desejo pelo verde. O condomínio Bosco Verticale foi construído com uma fachada que integra a vegetação e a coloca dentro da vida das pessoas. O empreendimento se tornou um ícone da arquitetura ao vencer o International Highrise Award, considerado o prêmio Nobel da arquitetura.

Iniciativa no mercado nacional

Em São Paulo, a incorporadora Gamaro irá lançar na Vila Olímpia um empreendimento imobiliário residencial, que promete ser completamente inovador e singular. Batizado de Seed (semente, em inglês), o projeto segue a tendência mundial de valorização da natureza em meio ao concreto e traz para o contato direto com os moradores o conceito de terraço pocket forest, que dá origem à primeira fachada integrada a espécies de floresta construída em ambiente residencial.

“Estamos assistindo a um movimento de decisão pela reinvenção. As grandes cidades querem o verde como protagonista e São Paulo é uma das que estão despertando para esta tendência. A maior ocupação dos parques públicos e a política de ciclovias já são sinais de que estamos indo para o mesmo caminho das outras metrópoles que estão preocupadas com a inclusão de hábitos mais saudáveis em meio à natureza. E nós chegamos com o que queremos que seja uma primeira semente plantada para que São Paulo enxergue o verde como a cor do futuro da cidade”, declara Vinicius Amato, diretor de incorporação Gamaro.

Cada unidade contará com até 4,8 m² de jardim composto por vegetação da mata atlântica e por árvores frutíferas, já cultivadas em viveiro próprio e entregues em fase adulta. Assinado pelo botânico Ricardo Cardim – responsável por mais de 500 projetos de telhados verdes, jardins verticais e paisagismo sustentável e criador das três primeiras reservas públicas de vegetação nativa de Cerrado na cidade de São Paulo –, o empreendimento usará no plantio da vegetação uma tecnologia própria de substrato para manter jardins típicos de terra firme com leveza e baixa espessura em espaços mais compactos e elevados.

“O empreendimento apresenta o conceito inédito da convivência entre a cidade e a rica biodiversidade brasileira. Com tecnologia avançada, o pocket forest insere vegetação de mata atlântica nas fachadas e permite o melhor dos dois mundos – o conforto moderno e o contato com a verdadeira natureza em casa”, destaca Cardim.

O projeto das sacadas foi feito de forma estrutural para que as espécies tenham espaço para crescer e para conviver em harmonia com as atividades realizadas no espaço. Ele segue um padrão de alinhamento intercalado e também de variação das espécies, que podem ser Ipê Amarelo, Jabuticabeira, Embaúba, Ingazeiro entre outros. O espaço estará conectado a uma estação meteorológica que terá a missão de realizar o cuidado eletrônico, como a irrigação correta e de acordo com as condições climáticas.

Além disso, a manutenção das plantas será realizada pela Gamaro durante os cinco primeiros anos do edifício, tempo necessário para que a vegetação se consolide por completo. A partir de então, com o jardim formado, o custo de manutenção será minimizado e representará um valor de aproximadamente R$ 100 mensais na taxa condominial para que a equipe especializada dê continuidade no trabalho. “Estamos preocupados desde a concepção do projeto até a manutenção posterior da vegetação para que ele seja um modelo mundial de fachada verde integrada com a arquitetura residencial e um incentivo para que o Brasil adote esta tendência”, explica Amato.

A proposta é proporcionar uma melhor qualidade de vida e a valorização do tempo das pessoas que enxergam na natureza uma reconexão com suas origens e com atividades que as aliviam da tensão diária imposta pela rotina. Além disso, de forma comprovada, essa espécie de jardim vertical beneficia os moradores do Seed ao proporcionar um ambiente mais natural e saudável. A transformação do CO2 em O2, fruto da fotossíntese, cria uma barreira que protege da radiação direta do sol e gera a redução da temperatura interna no ambiente em 30% no verão. Já no inverno, ela permite mais passagem de luz e mantém o pulmão mais aquecido, por exemplo. Com isso, o ar interno é mais puro (já que a barreira natural barra partículas de sujeira), a umidade do ar é mais equilibrada e a exposição à poluição sonora é menor, uma vez que a vegetação melhora a acústica geral do ambiente.

Esse impacto positivo também está relacionado a um ambiente mais sustentável, pois contribui para que os moradores desperdicem menos recursos, como energia e água, por exemplo, assim como insere novamente a mata atlântica no coração de um dos bairros mais movimentados da cidade. Esses benefícios foram observados no Bosco Verticale e serão replicados no Seed.

O empreendimento com torre única ocupará um terreno de 2.800 metros na Vila Olímpia, em São Paulo. São duas opções de metragem para as unidades (81 m² e 84 m²) e mais um espaço de até 6 m² de terraço pocket forest com as floreiras e, na composição modelo, a planta contempla duas suítes. Ao todo serão quatro unidades por pavimento. O hall dos elevadores é único: são três equipamentos para quatro apartamentos (dois sociais e um para serviços). Para completar, o projeto terá spa, espaço fitness, sauna, piscina, espaço gourmet com churrasqueira e salão de festas.

A equipe de profissionais envolvidos com o Seed é composta por nomes importantes e reconhecidos nacional e internacionalmente. A arquitetura é assinada por Francisco Petracco, renomado arquiteto que desde a década de 70 se dedica a mudar o panorama da arquitetura paulista e soma no portfólio importantes iniciativas acadêmicas. O paisagismo foi projetado por Eduardo Mera, que tem no DNA do seu trabalho o conceito de brasilidade bastante alinhado com a proposta do botânico Ricardo Cardim de inserção de mata atlântica na fachada. E, por fim, a decoração é obra de Carlos Rossi, responsável pelo design de interiores de projetos nacionais e internacionais e que acaba de ser premiado como melhor decorador em Dubai.

“Nós queremos que as famílias moradoras do Seed sintam prazer em poder colher no seu próprio terraço uma fruta fresca em uma pausa do trabalho ou que sintam que dentro daquele seu espaço a vida acontece com mais calma e com mais alma do que nas ruas agitadas que cercam o trabalho e o lazer”, completa Vinicius Amaro, diretor de incorporação da Gamaro.



Fonte: Assessoria de Imprensa / Gamaro
Tags:Gamaro, condomínio residencial, sustentabilidade, fachada verde, mata atlântica, São Paulo
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