Brasil
Publicada em 31/10/2016 - 15h25
Empresas firmam parceria para potencializar soluções sustentáveis em MG
União promete reposicionar Estado no ranking nacional de empreendimentos sustentáveis

 

A Viabile Planejamento e Projetos, uma das principais empresas mineiras da área de projetos para a construção civil, com sede em Belo Horizonte e com forte atuação em Minas Gerais, acaba de anunciar uma parceria com o Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), empresa líder no mercado de consultoria Green Building e referência em todo o País na área de consultoria em sustentabilidade, gerenciamento especializado em qualidade, tecnologia, gestão e inovação para o setor da construção. O acordo prevê a representação do CTE em Minas Gerais para o desenvolvimento de consultoria e projetos para empreendimentos sustentáveis de alta performance, e busca solucionar uma deficiência regional, que coloca Minas Gerais na 6ª colocação no ranking nacional de construções verdes. Nas palavras de Rafael Lazzarini, Gerente Comercial e de Novos Negócios do CTE, “a nossa expectativa inicial de que Minas Gerais fosse o terceiro maior mercado do Brasil, na prática, ainda não se confirmou”.

De acordo com Flávia Tarmo, arquiteta com mestrado em Projetos Sustentáveis pela Universidade de Sydney, na Austrália, e Diretora Comercial da Viabile, a situação é crítica. “Como justificar que Minas Gerais, o terceiro estado brasileiro em produção de riqueza, esteja atrás de estados cuja contribuição para o PIB é muito menos significativa? Entendemos que esse atraso se deve muito mais à falta de informação do que à falta de recursos. Nosso objetivo principal é atuar em toda a cadeia produtiva da construção no estado para colocar Minas Gerais no lugar de destaque que merece. Para tanto, apostamos no pioneirismo desta parceria. Nós, que já possuímos know-how na área, estamos aliando nosso conhecimento à empresa líder de mercado neste setor. Com isso, o mercado mineiro só tem a ganhar, pois poderá contar com a união de uma expertise sólida em sustentabilidade ao atendimento personalizado de uma empresa que entende as demandas do mercado local.  

A parceria entre a Viabile e o CTE oferecerá para o mercado mineiro serviços nas áreas de certificações e rotulagens ambientais, consultoria em operação e manutenção predial, simulação computacional de eficiência energética, comissionamento de sistemas prediais, aperfeiçoamento para fabricantes de materiais e sistemas sustentáveis, além de consultoria nas áreas de conforto térmico e lumínico, uso racional da água, eficiência energética, urbanismo e infraestrutura sustentável, obras e projetos sustentáveis.

Geração de energia limpa

Para Flávia Tarmo, falar de sustentabilidade, seja nos ambientes residenciais ou corporativos, não é mais uma tendência, é algo já consolidado. De acordo com ela, existe em Minas Gerais um potencial para a produção de energia limpa que não está sendo devidamente aproveitado. “De acordo com estudos do Portal Solar, a radiação solar na maior parte de Minas Gerais é tão alta quanto no Nordeste brasileiro, o que mostra o grande potencial a ser explorado. Para se ter uma ideia dessa dimensão: o potencial de geração de energia fotovoltaica na capital mineira, em seu dia mais fraco, é melhor do que o dia mais forte de produção de energia solar na Alemanha; país que, sozinho, produz energia solar fotovoltaica para alimentar todo o consumo de energia elétrica de Minas Gerais, com sobras. Somado às atuais altas das tarifas de energia elétrica, esse potencial torna o investimento em geração fotovoltaica cada vez mais economicamente viável no estado”, afirma.

Exemplo desse aproveitamento em terras mineiras é o Mineirão. Reformado com vistas a atender à Copa do Mundo de 2014, o estádio é o único estádio do Brasil a conquistar a classificação LEED Platinum, nível máximo da certificação. Com isto, o Gigante da Pampulha passou a ser reconhecido também por sua alta performance ambiental, que tem entre os destaques a instalação da maior usina de geração fotovoltaica em telhado do país, com a capacidade de gerar energia equivalente ao consumo de 1.200 residências da Capital. Além disso, obteve uma redução de mais de 70% no consumo de água potável.

De acordo com a especialista, muitos equívocos surgem quando se fala na certificação de um empreendimento, como o seu alto custo. “Os valores totais de certificação referentes à consultoria, projetos, sistemas e materiais, com base no histórico do CTE, variam entre 1 a 5% do orçamento total da obra, dependendo do projeto. O retorno desse investimento se dá através da redução nos custos de operação e manutenção do empreendimento, diminuição comprovada da taxa de vacância em edificações comerciais, além do aumento do conforto interno e produtividade dos usuários. Tais certificações fornecem, portanto, uma diferenciação competitiva clara e inequívoca aos empreendimentos que delas usufruem”, afirma Tarmo. 

Outra boa notícia para o setor: de acordo com o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), ONG que visa fomentar a indústria de construção sustentável no país, 2016 já desponta como o segundo melhor ano da certificação LEED no Brasil. Até o momento, em todo o país foram 34 novos registros de projetos LEED, contra 24, 21 e 33, respectivamente, em 2015, 2014 e 2013. 

Cenário político e macroeconômico 

Além das questões regionais, o baixo engajamento do empresariado no uso de políticas sustentáveis pode sair caro para as empresas brasileiras que pretendem contar com o investidor estrangeiro. Segundo relatórios recentes das agências internacionais de classificação de risco de crédito, existe um crescente risco regulatório provocado pela pressão política por metas mais rígidas de redução de emissões por parte dos países signatários do Acordo de Paris - ratificado pelo Brasil e pelos dois maiores emissores mundiais – China e EUA. É o mercado, portanto, se antecipando aos governos e exigindo um maior engajamento das empresas. A tradicional posição do empresariado brasileiro de esperar por incentivos governamentais cria um alto risco financeiro já que, após a aprovação do Acordo de Paris, a ação dos governos dos países signatários tende a ser mais regulatória do que incentivadora. O tempo do incentivo já passou. O compromisso urgente para limitar o aquecimento global requer uma mudança acelerada nas tecnologias e práticas econômicas atuais.

As agências destacam ainda o risco da mudança nas preferências do consumidor com aceleração da transição para a economia de baixo carbono. Num cenário de valorização crescente da norma NBR 15575, que define critérios mínimos de desempenho para edificações residenciais e com altíssimos níveis de taxa de vacância em todo o país, a racionalização do consumo hídrico e energético e a otimização do conforto térmico, lumínico e acústico deixam de ser diferenciais de mercado para se tornarem uma obrigação. Na prática, isso significa que o mercado busca cada vez mais empreendimentos que sejam seguros, confortáveis e mais baratos operacionalmente.

Certificações

Segundo dados do GBC Brasil, Minas Gerais ocupa a 6a posição no ranking nacional de empreendimentos com certificação LEED, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Rio Grande do Sul. “Vemos, em outras regiões do Brasil, a intensa exploração do potencial de produção de energia limpa. O Nordeste, por exemplo, através do desenvolvimento da energia eólica, tira proveito de programas de financiamentos subsidiados e isenção de impostos já disponíveis no Brasil, e dá um salto na construção de empreendimentos sustentáveis e na obtenção de certificações LEED”, conta.

O sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sob certificação do U.S. Green Building Council é atualmente o programa mais destacado e abrangente do mundo para projeto, construção, manutenção e operação de edifícios verdes (green building). Ele possui o intuito de incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações. A adoção voluntária da certificação demonstra liderança, inovação, boa gestão ambiental e responsabilidade social. Hoje está presente em mais de 140 países.  

A certificação possui 7 dimensões a serem avaliadas nas edificações, entre elas, aumento da eficiência energética e hídrica, otimização no uso de materiais e recursos e melhoria da qualidade do ambiente interno. Estas dimensões possuem pré-requisitos, créditos e recomendações que, quando atendidas, garantem pontos ao empreendimento. O grau de qualificação da certificação é definido conforme a quantidade de pontos adquiridos, podendo variar entre o mínimo de 40 pontos - nível certificado - a 110 pontos - nível platina. No Brasil hoje existem cerca de 260 empreendimentos já certificados e mais de 1000 em processo de certificação, o que coloca o país em terceiro lugar do ranking mundial em certificação LEED, ficando atrás apenas de China e Estados Unidos. O empreendimento a ser certificado deve ser registrado no U.S. Green Building Council antes do início da obra, preferencialmente em fase que anteceda ao início de seus projetos; embora a certificação somente seja concedida após a entrega. “Dos 260 empreendimentos já certificados no Brasil, 160 tiveram a assessoria do CTE, o que demonstra a sua liderança absoluta no mercado”, destaca Tarmo. 



Fonte: Assessoria de Imprensa - 31/10/2016
Tags:sustentabilidade, cte, minas gerais, MG, mineirão
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