Transmissão imobiliária: qual estratégia adotar?

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A herança imobiliária está mudando na França. Por muito tempo confinada ao pós-morte, ela agora está se tornando um ato considerado, antecipado… e estratégico. De acordo com o Observatório de Solidariedade Interimobiliária do IFOP para a ASAC-FAPES, quase 6 em cada 10 franceses agora desejam deixar seus bens em vida. Por que essa nova visão da herança imobiliária é tão atraente? Desvendamos uma tendência que combina otimização tributária e solidariedade familiar. Por que repensar a transmissão imobiliária tradicional?

Hoje, o modelo clássico de transmissão interimobiliária está chegando ao seu limite, diante das tensões econômicas e das novas realidades de riqueza. Apesar desse contexto, 58% dos franceses continuam a favorecer doações diretas aos filhos , atraídos por um quadro tributário ainda favorável. “Esta opção beneficia de um enquadramento fiscal favorável: cada progenitor pode, a cada 15 anos, transferir até 100 000 euros para cada um dos seus filhos sem imposto sobre doações”, explica Nathalie Lejeune, diretora-geral da ASAC- FAPES.

Os limites da transmissão direta – No entanto, essa abordagem tradicional à herança imobiliária apresenta várias desvantagens importantes. Os filhos, muitas vezes na faixa dos 40 ou 50 anos na época da herança, geralmente já possuem estabilidade financeira consolidada. Nesse contexto, fortalecer seu capital pode se mostrar desnecessário, ou até mesmo contraproducente, para a economia familiar como um todo. Ainda mais problemático, essa estratégia simplesmente transfere a carga tributária para a próxima geração.

A transmissão imobiliária sofre dupla tributação. Uma vez quando a herança passa dos avós para os pais, e uma segunda vez dos pais para os netos. “No entanto, muitas vezes são os netos que, quando jovens adultos, enfrentam as primeiras grandes despesas da vida: custos com educação, criação de um emprego, primeira casa, nascimento de um filho… Todos esses são momentos em que o apoio financeiro pode fazer a diferença”, enfatiza Nathalie Lejeune.